O sonho de Lula: secretário-geral da ONU

Revista Isto É

A nove meses de deixar o Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva movimenta- se em duas frentes. No Brasil, a meta é eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua sucessora. No Exterior, o candidato é ele mesmo. Lula acelerou, nos últimos meses, a estratégia para tornar-se secretário-geral das Nações Unidas, posto máximo na burocracia internacional, hoje ocupado pelo sul-coreano Ban Ki-moon.
A tática dos assessores encarregados da campanha lá fora é associar a imagem de Lula à resolução de conflitos internacionais. Por isso, as viagens protocolares estão sendo substituídas por ações cirúrgicas em regiões de desastres e áreas de notório impasse político. É a chamada “agenda de crise”, na definição dos diplomatas. Mesmo sem assumir ostensivamente sua ambição, Lula age como candidato e não poupa caneladas à gestão de Ban Ki-moon, cujo mandato termina no ano que vem.

Foi o que o presidente fez há duas semanas, quando desembarcou em Israel pregando o diálogo entre israelenses e palestinos. “A ONU é que poderia estabelecer o processo de paz. À medida que não cumpre esse papel, existe um vácuo”, disse Lula. Em fevereiro, ele já havia acusado a ONU de inação na questão da soberania argentina sobre as ilhas Malvinas.

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