Agentes que levariam celulares para o PCC são presos em SP

A Polícia Militar (PM) de Presidente Prudente, distante cerca de 565 km de São Paulo, prendeu neste sábado, dois agentes penitenciários, acusados levar telefones celulares para membros do Primeiro Comando da Capital(PCC) recolhidos no presídio Maurício Henriques Guimarães Pereira, a P-II de Presidente Venceslau. Eles foram flagrados com mais três pessoas nas proximidades do terminal rodoviário.

A PM encaminhou as cinco pessoas para a Polícia Civil, que decretou a prisão em flagrante sob acusação dos crimes de formação de quadrilha ou bando, corrupção passiva, corrupção ativa e ingresso de aparelhos de telefonia celular, sem autorização, em estabelecimento prisional.
Segundo a polícia, os servidores públicos Leandro Roberto Appolinário, 36 anos, e Antônio Marcos Soares, 35 anos, recebiam dinheiro dos representantes de uma facção criminosa que atua no sistema prisional paulista. Eles seriam contratados para introduzir aparelhos de telefone celular na prisão onde estão recolhidos os principais membros do Primeiro Comando da Capital(PCC).
Outros três suspeitos foram presos junto com os agentes: o vendedor Marcos Antônio Borges Nogueira, 44 anos, Lindalva Teixeira de Oliveira, 40 anos, e Cristina Marescalchi, 38 anos, todos moradores em Diadema.
Os cinco acusados foram levados para o plantão permanente da Delegacia Participativa de Presidente Prudente. Pela manhã, os três homens (dois agentes e o vendedor) foram encaminhados para a Cadeia Pública de Presidente Venceslau. Enquanto que as duas mulheres foram levadas para a Cadeia Pública Feminina de Pirapozinho.

Com os acusados a polícia apreendeu R$ 40.094, sendo R$16.500 em poder dos dois agentes penitenciários. Também foram apreendidos 10 aparelhos celulares, entre os quais, seis celulares LG, novos (ainda na caixa). Um dos celulares novos já havia sido entregue aos agentes, em uma bolsa junto com a quantia de R$ 16.500.

Durante buscas na casa do agente Apolinário, a polícia apreendeu cerca de R$ 7 mil em dinheiro, além de diversos aparelhos celulares, entre outros objetos. Também foram apreendidos dois carros.

Serviço de inteligência descobriu esquema
A ação em Presidente Prudente, que resultou na prisão em flagrante de dois agentes penitenciários acusados de receberem dinheiro para ingressar com celulares na P-II de Venceslau, só foi possível graças ao serviço de inteligência da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) que acionou a Polícia Militar e repassou a informação de que agentes penitenciários receberiam dinheiro de uma facção criminosa para realizar a empreitada.

Segundo a SAP, o recebimento do dinheiro aconteceria na noite de sexta-feira, nas proximidades do terminal rodoviário de Presidente Prudente. A SAP ainda forneceu à Polícia Militar a fotografia do agente Leandro Roberto Appolinário. A foto foi distribuída para as equipes de patrulhamento nas mediações.
guarnição comandada pelo tenente Domingues avistou o agente Apolinário no interior de um restaurante localizado em frente ao Terminal Rodoviário. Ele estava acompanhado de outro homem, posteriormente, identificado como o também agente Antônio Marcos Soares.

Logo chegou um carro com um homem, duas mulheres e uma criança. Todos foram ao encontro dos homens que os aguardavam no restaurante. Depois, uma das mulheres (Lindalva) foi até o carro, pegou uma mochila de preta e voltou para o restaurante. Em seguida todos saíram do local.
As duas mulheres, o homem e a criança embarcaram no carro, enquanto os dois agentes penitenciários foram em direção a um outro carro, de propriedade do agente Antonio Marcos Soares. Os dois carros foram acompanhados por viaturas da Polícia Militar e abordados minutos depois.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, o agente penitenciário Leandro Roberto Appolinário teria confessado, informalmente, aos policiais, que recebeu o dinheiro da facção criminosa para ingressar com celulares na P-II de Venceslau. Ele alegou ter aceitado o “serviço” por estar enfrentando dificuldades financeiras. Disse ainda que dinheiro (R$ 16.500,00) seria dividido com o seu colega, Antonio Marcos Soares, que também ingressaria com aparelhos celulares na unidade prisional.

Diante da confissão do agente e das versões diferentes e contraditórias apresentadas pelos comparsas, a autoridade da Polícia Civil autuou todos em flagrante. A criança, cuja idade não foi informada, e que seria filha de uma das acusada, foi entregue a uma conselheira tutelar para as providências legais.

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